quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Humilhada e ofendida - Melissa Grutzmann

No escuro da noite um homem assobiando e seus passos pesados, o uivo do vira-lata abandonado. Enquanto isso, as constelações silenciosas e o espaço que é tempo que nada tem a ver ela e conosco. Pois assim passavam os dias.
Me sentia completamente perdida e com medo de tudo que já estava quase tudo pronto, eu olhava para o céu e o medo vinha cada vez mais, sem nenhum retorno eu estava realmente perdida.
Fui a procura do Dario, talvez seus enigmas pudesse me ajudar, se ele soubesse que a minha alegria também vem de minha mais profunda tristeza e o que a tristeza era uma alegria falha, sim ele era alegre dentro de sua neurose. Neurose de guerra.
Por mais que ele pudesse me ajudar o tempo estava acabando e o relógio estava contra nós, e eu seria "humilhada e ofendida", parei e fiquei pensando, eu tenho que achar a relíquia e falta algo.
Vi mortais entrando em uma livraria que tinha algo de estranho e isso eu senti quando entrei lá.
Todos me olhavam como se soubessem o que eu era, eu me senti em um sentimento de dor e solidão. Ouvi uma voz tão macia que até doía ouvir, me senti apavorada, e agora eu não sei como sai de lá.


Melissa Grutzmann

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